Longa Viagem de Volta Pra Casa
LONGA VIAGEM DE VOLTA PRA CASA
Em Longa Viagem de Volta pra Casa, a Cia. Triptal encena a terceira parte do projeto, em que o autor revela a força do destino que vincula os homens ao mar. O texto aborda a questão da identidade individual e coletiva, e as ilusões que impedem o homem de estabelecer um contato direto com a realidade.
Álcool, prostitutas e ilusões são trocadas por dinheiro, num jogo de interesses aberto, onde o perigo é, ao mesmo tempo, o combustível que alimenta a vontade de viver das personagens e a condição primeira de sua luta pela sobrevivência. O cais, espécie de purgatório, é o cenário onde esses homens evocarão as suas raízes na busca de um sentido de integridade para as suas existências.
Sinopse
O espetáculo se passa num bar do cais de Londres, numa noite em que marinheiros do navio mercante Glencairn decidem comemorar a partida de um deles, o escandinavo Olson. Acompanhado por três amigos, dois irlandeses e um russo, ele parte para uma festa de despedida no bar do Joe.
Ficha Técnica
Inspirado nas peças do mar de Eugene O’Neill
Tradução: Fernando Paz
Direção Geral e Adaptação: André Garolli
Direção Vocal Interpretativa: Lucia Gayotto
Direção Musical: Luiz Gayotto
Bufão: Luciana Viacava
Percepção: Eduardo Agni
Corpo Cênico: Thiago Antunes
Dança: Edson Coelho
Teoria: Maria Sílvia Betti e Marco Antônio Guerra
Maquiagem: Beto França
Direção de Produção: Carla Estefan
Iluminação: Nelson Ferreira
Figurinos: Wagner Menegare
Cenário: Wagner Menegare e André Garolli
Operação de Luz: Alexsandro Santos.
Elenco: Roberto Leite (Nick), Kalil Jabour (Joe), Bruno Feldman (Cocky), Guilherme Lopes (Driscoll), Wagner Menegare, Renaldo Taunay (Mal-encarado), Daniel Ribeiro (Olson), Pepe Ramirez (Ivan), Juliana Liegel (Freda), Malu Leiserovitch (Mag), Beth Rizzo (Kate) e Aline Reis (Sanfoneira).
Apoio: Este espetáculo tem o apoio da Lei de Fomento do Município de São Paulo, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, PAC-São Paulo, da Associação Cultural Casa das Caldeiras e da Secretaria Municipal de Cultura.
(Macksen Luiz – Jornal do Brasil).
“A Cia. Triptal, que iniciou o projeto Homens ao mar, com o bem-sucedido Rumo a Cardiff – uma das raras montagens que envolviam, com dramática eficácia, a platéia com a ação cênica – retoma, com mais esta peça curta de formação do autor americano, ao cenário ‘marítimo-masculino’. O diretor André Garolli mantém a mesma envolvência áspera que criou para Cardiff, contrapondo interpretações de homens rudes a sutilezas de sentimentos embotados. A superposição de tempo e a imobilidade de viagens existenciais são exploradas pelo diretor, que mergulha neste mundo com visão dolorosa sobre aqueles seres do mar, quase despojos humanos.”
