Zona de Guerra

ZONA DE GUERRA

Peça escrita em 1916 pode ser lida como um grito contra a violência a que estamos sujeitos em momentos de medo e contra a possível queda do estado de direito em nome da segurança coletiva. Após a queda do World Trade Center e depois das ações de grupos organizados como o Primeiro Comando da Capital (PCC), a atenção dos meios de comunicação ao terrorismo e à violência ganharam espaço e questões como segurança, intolerância, desconfiança e privacidade impõem-se à reflexão. Na montagem desta, como das outras peças, o grupo aposta em releituras nas quais a fantasia do autor possa inspirar discussões de questões contemporâneas, mergulhando em sua intertextualidade e emergindo com a atualidade de seus textos.

Sinopse

APCA 2006 como melhor espetáculo, Zona de Guerra conta a história de Smitty, um rapaz que se emprega em um cargueiro da marinha mercante que contrabandeia munição dos Estados Unidos para a Inglaterra em plena Primeira Guerra Mundial. Quando entram na Zona de Guerra, a tripulação suspeita que ele seja um espião a serviço dos alemães. A suposição é baseada numa misteriosa caixa preta em poder do rapaz.

Apoio: Este espetáculo tem o apoio da Lei de Fomento do Município de São Paulo, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, PAC-São Paulo, da Associação Cultural Casa das Caldeiras e da Secretaria Municipal de Cultura.

(Mariângela Alves de Lima – Jornal O Estado de S. Paulo).

“Há muitas qualidades neste trabalho feito por um grupo que detecta com sensibilidade incomum o ponto de contato entre esse texto e a experiência contemporânea. Mais do que os perigos reais, a propaganda aterrorizante incita e promove a organização das milícias punitivas – e esta analogia que a peça permite não seria evidente para leitores menos perspicazes.”

(Beth Néspoli – Jornal O Estado de S. Paulo).

“…no elenco, há espaço para atuações individuais, e todos têm o seu traço distintivo nessa peça em que o medo é o elemento que une – e desune – esses homens, num constante jogo de desconfiança mútua.”

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(Afonso Gentil – Site Aplauso Brasil).

“Iluminação, trilha sonora, uma direção meticulosa no desdobramento dos gestos e os nove arrojados atores nos remetem a um sufocante embate físico, onde o medo da morte iminente – é tempo de guerra – impulsiona a delirante ação coletiva para o sacrifício de um deles. André Garolli, ator carismático, tem se inclinado com sucesso para a direção de teatro de pesquisa formal, alçando-se com este novo trabalho ao patamar dos primeiros nomes de um universo de ótimos diretores, veteranos ou jovens, em atividade em São Paulo. Um belo tento da Cia. Triptal.”